Ação ética e solidária com as gerações futuras
Os desastres naturais ocorridos no Brasil e no mundo refletem a resposta da natureza às ações antrópicas ( interferência humana). È o grito de socorro! È um alerta que impõe um novo olhar sobre o meio ambiente e nova ética ambiental: sustentabilidade e solidariedade.
A maior parte dos problemas que envolvem o meio ambiente resulta dos padrões de produção e de consumo, que são insustentáveis, ou seja, a capacidade de suporte dos sistemas naturais e sociais não é observada. Não há preocupação com as consequências. O que é levado em conta, predominantemente na sociedade contemporânea, são os aspectos relacionados ao design, à moda, à possibilidade de equacionar tempo e de falso conforto imediato. No Entanto o consumo sustentável compreende observar desde o modo de extração da matéria-prima utilizada até a forma de produção, distribuição e sua durabilidade e qualidade.

O preço de não escutar a natureza
"...culpam-se pessoas que ocupam áreas de risco, incriminam-se políticos corruptos que distruibuíram terrenos perigosos a pobres, crítica-se o poder público que se mostrou leniente e não fez obras de prevenção, por não serem visíveis e não angariarem votos. Nisso tudo há muita verdade. Mas isso não reside a causa principal dessa tragédia avassaladora.
A causa principal deriva do modo como costumamos tratar a natureza. Ela é generosa para conosco, pois nos oferece tudo o que precisamos para viver. Mas nõs, em contrapartida, a consideramos como um objeto qualquer, entregue ao nosso bel-prazer, sem nenhum sentido de responsabilidade pela sua preservação nem lhe damos alguma retribuição. Ao contrário, tratamo-lá com violência, depredamo-la, arrancando tudo o que podemos dela para nosso benefício. È ainda a transformamos numa imensa lixeira de nossos desejos.
Pior ainda: nós não conhecemos sua natureza e sua história. Somos analfabetos e ignorantes da história que se realizou nos nossos lugares no percurso de milhares e milhares de anos.
O universo e a natureza possuem história. Ela está sendo contada pelas estrelas, pela Terra, pelo afloramento e elevação das montanhas, pelos animais, pelas florestas e pelos rios. Nossa tarefa é saber escutar e interpretar as mensagens que eles nos mandam. Os povos originários sabiam captar cada movimento das nuvens, o sentido dos ventos e sabiam quando vinham ou não trombas d`água. Nós desaprendemos tudo isso.
No caso das cidades serranas: é natural que haja chuvas torrenciais no verão. Sempre podem ocorren desmonoraments de encostas. Sabemos que já se instalou o aquecimento global que torna os eventos extremos mais frequentes e mais densos. Conhecemos os vales profundos e os riachos que correm neles. Mas não escutamos a mensagem que eles nos enviam que é: não construir casas nas encostas; não morar perto do rio e preservar zelosamente a mata ciliar.
Estamos pagando alto preço pelo nosso descaso e pela dizimação da mata atlântica que equilibrava o regime das chuvas. O que se impõe agora é escutar e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser de cada encosta, de cada vale e de cada rio."
( Leonardo Boff, Filósofo, Teólogo e Escritor, Petrópolis, Rj.)
Consumo responsável e consciência ecológica
A redução da pobreza e a maior escolarização são fatores estratégico para despertar a consciência ecológica , principalmente nas questões envolvendo o lixo urbano. A conclusão é da pesquisa Sustentabilidade Aqui e Agora, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), com entrevistas em 11 capitais brasileiras sobre hábitos de consumo, descarte e reciclagem.
Os entrevistados apontaram a escola como sendo o principal foco para trabalhos de educação visando ao consumo sustentável, o que indica a aposta nas gerações futuras. "Mas jogar a responsábilidade no ombro dos jovens pode também servir de justificativa para inércia dos mais velhos", diz Samyra Crespo , do MMA.
Mais da metade dos consumidores brasileiros ( 60%) é a favor de uma nova lei para elininar o uso de sacolas plásticas. O resultado da pesquisa norteará novas políticas do governo, que recentemente fechou acordo com o setor supermercadista para diminuir em 40% as sacolas até 2015.
QUEM VAI PAGAR A CONTA?
As autoridades na Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável talvez não consigam decidir em uma semana quem financiará uma economia mais limpa -- mas a boa-nova é que a pressão da sociedade pelo consumo responsável é um caminho sem volta.
O JOGO DE INTERESSES: As questões que estarão no centro das discussões na RIO + 20
1- Assumir compromissos com metas e prazos -
2- Acabar com o subsídio ao Petróleo
3- Fundar uma agência internacional independente
4- Criar um novo conceito do PIB
5- Ajuda financeira dos ricos para os países em desenvolvimento
(Aula com a Profª Sebastiana(Turno matutino- 4º Ano - Tema: Rio + 20 / Local: Lab. de Informática)